Atualizado em 5 de outubro de 2026
O que é o Kp
O Kp é um número de 0 a 9 que descreve o quanto o campo magnético da Terra está perturbado. O Space Weather Prediction Center (SWPC) da NOAA diz que ele "quantifica perturbações na componente horizontal do campo magnético da Terra". É um valor planetário único, publicado em blocos de 3 h. Não é uma leitura local.
A escala
- Kp 0 a 2: calmo. O SWPC descreve a aurora como bem ao norte e bem fraca.
- Kp 3 a 5: a aurora se afasta dos polos e fica mais forte.
- Kp 5 ou mais é tempestade geomagnética. Kp 5 é classificado como G1, Kp 6 como G2, e assim por diante até Kp 9, que é G5.
- Kp 6 a 7: a aurora pode ser vista do extremo norte dos Estados Unidos.
- Kp 8 a 9: sobre a cabeça nos estados do norte dos EUA.
Limites como Kp 5 ou 6 pertencem a essas latitudes mais baixas. Não valem para os lugares deste site.
Qual Kp você precisa nos nossos doze lugares
A aurora forma um oval em volta do polo magnético. A Universidade do Alasca em Fairbanks situa sua posição média em torno de 67 a 68 graus de latitude geomagnética. Nossos doze lugares ficam nessa faixa ou alguns graus ao sul dela, então valores baixos costumam bastar.
| Lugar | Latitude geomagnética (aprox.) | Aurora sobre a cabeça, em geral, a partir de |
|---|---|---|
| Yellowknife | 68,8 | Kp 1 |
| Tromsø | 66,6 | Kp 1 |
| Abisko | 65,3 | Kp 2 |
| Akureyri | 65,3 | Kp 2 |
| Saariselkä | 65,0 | Kp 2 |
| Fairbanks | 64,9 | Kp 2 |
| Kiruna | 64,7 | Kp 2 |
| Levi | 64,5 | Kp 2 |
| Reykjavík | 64,0 | Kp 2 |
| Whitehorse | 63,5 | Kp 3 |
| Rovaniemi | 63,0 | Kp 3 |
| Luleå | 62,2 | Kp 3 |
Tome esses valores como aproximados. Não encontramos uma tabela oficial por cidade. A maior parte das latitudes vem de tabelas publicadas para estações de magnetômetro que ficam em cada cidade ou perto dela, e onde não há estação próxima fizemos uma estimativa a partir das mais próximas. Os números de Fairbanks e Yellowknife vêm de um site de terceiros que não diz qual modelo de campo magnético nem qual ano usou. Os valores de Kp são uma dedução nossa a partir das latitudes, e vários lugares ficam perto de um limite: Saariselkä e Akureyri poderiam ser lidos como Kp 1 a 2, Whitehorse e Luleå como Kp 2 a 3. O detalhe está na página de metodologia.
A leitura prática é que Rovaniemi, Whitehorse e Luleå precisam de uma noite um pouco mais ativa que os outros, e Yellowknife e Tromsø precisam do mínimo.
Por que as nuvens ganham do Kp
Kp 7 sob céu totalmente encoberto não vale nada. Não se enxerga através de nuvem, e a tempestade não espera ela abrir.
O caso inverso é o comum. Em latitudes altas, um céu escuro e limpo com Kp 1 ou 2 muitas vezes ainda mostra aurora, porque você está sob o oval e não precisa que ele se expanda. O Instituto Meteorológico da Finlândia (FMI) diz que na Lapônia as auroras são "bastante comuns sempre, até no mínimo solar".
Por isso classificamos os lugares primeiro pelo céu. Em fevereiro, 72% das noites em Yellowknife tiveram céu aproveitável (pelo menos duas horas de escuridão seguidas, com metade do céu ou mais sem nuvens), contra 19% em Tromsø, embora as duas costumem precisar só de Kp 1. Essa diferença pesa mais que qualquer diferença de Kp. Os números estão em os doze lugares comparados.
Previsões que valem a pena
- A previsão de 3 dias do SWPC dá o Kp esperado para cada bloco de 3 h. Em 4 de outubro de 2026, ela mostrava um Kp máximo esperado de 5 (G1) para 4 a 6 de outubro.
- A projeção de 27 dias, emitida às segundas-feiras, dá o maior Kp diário esperado. Ela depende de regiões do Sol que voltam a aparecer conforme ele gira, então tem pouca precisão para uma noite específica.
- A OVATION, também do SWPC, é "uma previsão de 30 a 90 minutos da posição e da intensidade da aurora". É a que se consulta quando você já está vestido.
Nossa página Hoje à noite põe a previsão de Kp da NOAA ao lado de uma previsão horária de nuvens para cada lugar e compara o Kp com o limite da tabela acima. O SWPC indica que a melhor observação fica "a uma ou duas horas da meia-noite".
Ciclo solar 25 e o inverno de 2026/27
A atividade do Sol sobe e desce em ciclos. Segundo o SILSO, do Observatório Real da Bélgica, que mantém o número internacional de manchas solares, o número mensal suavizado do ciclo atual chegou ao pico de 161 em outubro de 2024. Não encontramos uma declaração formal da NOAA anunciando o máximo.
A previsão do SWPC para o inverno de 2026/27 é um número suavizado de manchas solares de cerca de 88 de outubro a janeiro (faixa de mais ou menos 70 a 100) e de cerca de 86 em março de 2027. É mais ou menos metade do pico. O ciclo está claramente em declínio, mas longe do mínimo, que a mesma previsão põe em cerca de 8 em dezembro de 2030.
Em termos simples, espere menos tempestades grandes que em 2024. Isso pesa mais para quem espera ver aurora bem mais ao sul, como no norte dos Estados Unidos. Sob o oval pesa muito menos, como diz a fala do FMI acima. A previsão G1 de 4 de outubro de 2026 foi atribuída a um buraco coronal, um tipo de fonte muitas vezes descrito como típico da fase de declínio, embora não tenhamos conseguido confirmar essa perspectiva nas palavras do próprio SWPC.
Para escolher o mês, veja quando ir. Para saber por que damos tão pouco peso a promessas, veja como calculamos os números.
